segunda-feira, 6 de abril de 2015

IC-V80 - Funções Básicas


Sabemos que o rádio VHF é um equipamento obrigatório na prática do voo livre. E sabemos o quanto é útil te um rádio a mão para se comunicar com os colegas antes, durante ou após o voo.

Este post é principalmente para os usuários do rádio Icom VHF IC-V80. Contudo, também poderá ser útil a usuários de outros modelos, pois as funções básicas dos HT´s são em sua maioria as mesmas.


O Keypad

Veja abaixo para que serve cada tecla do keypad:




O Display

O display do IC-V80 é bem simples, como é todo o rádio. Mas mostra com objetividade as funções ativas.


  1. Indica sinal na recepção e sua intensidade
  2. Indica sinais transmitidos e a potencia
  3. Indica funções de subtons 
  4. Indica operação no modo memória
  5. Indica frequência/memória em operação
  6. Indica nível de carga da bateria
  7. Indica que o teclada foi bloqueado
  8. Indica ativação do vox (depende de acessório)
  9. Indica o passo de sintonia
  10. Indica o canal quando operando em modo memória
  11. Indica ativação do desligamento automático (não disponível em todas as versões)
  12. Indica ativação da função duplex
  13. Indica ativação de salto de memória durante a varredura
  14. Indica ativação do modo função
  15. Indica ativação da transmissão

A  intensidade dos sinais recebidos é indicada por estes sinais


Há também a indicação da potencia usada na transmissão



A indicação de carga da bateria deixa a desejar. . Quando indicar metade da carga, poder na verdade significar que a bateria já está no fim. Assim, quando no display não estiver mais indicando bateria "cheia" trate de carregar.



As funções

Este  rádio é bem simples, mas tem muitas funções. O vídeo abaixo é uma descrição mais detalhada das funções do rádio.






terça-feira, 3 de março de 2015

Rampa - Falésia do Noel

Esse local de voo fica em São Luiz do Purunã. É uma alternativa para vento E na região de Curitiba.

O acesso:
Indo pela Br 277 de Curitiba sentido Ponta Grossa, após passar o pedágio e a Policia Rodoviária entre a direita na entrada para Palmeira (subindo para o viaduto). Logo sairá em uma estrada de terra também a direita.

A partir daí serão 6 km até a porteira que dá acesso à rampa. Siga as placas que indicam Pousada Cainã.

Após aproximadamente 6km, há uma porteira que fica a direita, repare que há uma placa com orientação para retirar as chaves no Rancho Ventania. A placa fica a esquerda da porteira, meio escondida, mas dá pra ver do carro se prestar atenção.

Quando fomos pela última vez a porteira estava aberta já com pilotos na rampa. Mas na volta nos deparamos com o cadeado fechado e perdemos um tempo precioso até conseguirmos sair.

Depois dessa porteira basta mais 1,5 Km e já está na rampa. 

Ao lado da rampa há um capão de mato  com boa sombra e arvores grandes muito boas para pendurar umas redes.


Atenção: Cuide para não deixar nenhum lixo no local. Essa é única solicitação do proprietário que gentilmente nos cede esse espaço para a prática do nosso e de outros esportes.


É uma rampa bacana, de belo visual e boa para lift.
A decolagem é tranquila, mas algumas árvores na frente cresceram e estão rotorizando um pouco. Nada muito preocupante, mas atenção aos detalhes nunca é demais. Fique atento à direção do vento.



Ao decolar, verá que há um morrote à esquerda. Passar baixo por ali também pode não ser uma boa ideia devido à possibilidade de rotor.



A falésia não é muito uniforme o que faz que  o pito precise estar sempre atento à direção do vento enquanto estiver baixo, mas com uma intensidade razoável já se ganha a rampa e inclusive se garante o pouso na rampa.



O pouso é uma questão importante porque a estrada que dá acesso ao pouso oficial parece estar intransitável e ainda tem uma porteira com cadeado.

Há duas alternativas. A primeira é subir caminhando até a rampa. Veja o caminho em amarelo no mapa.

Isso pode levar de 40 minutos até uma hora e meia, dependendo das condições físicas do piloto.


A segunda é resgate via estrada passando por São Luiz do Purunã.
São cerca de 16 km. Veja o caminho em roxo no mapa. Nada de mais para quem está acostumando com as roubadas do voo livre, mas um mapinha na mão ou GPS vai ajudar a economizar tempo e combustível.

De qualquer modo, decole sempre com um pouco de água, comida e disposição. A gente nunca sabe...

Sem sombra de dúvidas, há uma alternativa melhor que é pousar na rampa. Mesmo pilotos novos, como eu, podem fazê-lo sem maiores problemas.

Tudo para trás da rama é pasto sem muita vegetação alta e razoavelmente plano. As primeiras cercas e fios de luz ficam a pelo menos 800mts para trás. O único cuidado é afastar-se o suficiente para sair do rotor da falésia.


Concluindo. Na região de Curitiba as rampas são predominantemente para o quadrante norte. Há poucas alternativas para outros quadrantes.

Essa rampa é uma ótima opção para vento E. Além de a região ser linda e ter potencial para uso de outras rampas, temos pousadas restaurantes de excelente qualidade. 

Como é a única que conheço, vou sugerir o almoço de domingo da Pousada Cainã. Todo domingo eles um servem um típico almoço tropeiro sobre fogões a lenha com direito a costela ao fogo de chão.

Mas estou certo de que um pesquisada pela região vai mostrar muitas boas opções gastronômicas.

É isso!

Atualização: na última vez em que estivemos lá, fomos informados no Rancho Ventania de que este acesso estaria restrito. Para chegar à rampa foi necessário passar por outra porteira (mais a frente, sem cadeado). Chegando próximo à rampa é preciso pular a cerca e caminhar uns 100 mts.


segunda-feira, 2 de março de 2015

Sobre o Medo

Todos sentimos medo. Em algum momento da da vida que seja, cada um de nós já experimentou essa sensação desconfortável que gruda nossos pés no chão ou nos faz correr com forças que nem sabíamos que tínhamos.

Fato é que o medo pode ser útil ou não, dependendo da forma como o encaramos. Ao final das contas, veremos que não é o medo que trás consequências boas ou ruins para nós, mas sim a maneira como lidamos com ele. O medo não é o contrário de coragem, muito menos é a coragem o atributo daquele que não teme.

Medo e coragem coexistem de modo que um sem o outro se torna coisa sem sentido.
O medo talvez tenha sido criado para que nunca descubramos que podemos voar. Ou para que sejamos sempre obedientes e disciplinados. Ou ainda para que passemos por essa existência sem viver. ão quero dizer que ele não tenha sua utilidade, mas que devemos encarar nossos medos como encaramos um vidro de vinagre. Sabemos que que ele precisa ser dosado cuidadosamente de modo que não estrague nosso paladar.

Ausência de medo talvez nos faça correr riscos desnecessários e isso poderá ser ruim.
Excesso de medo talvez nos faça não correr risco algum e isso será com certeza ruim.
Talvez um dos piores medos seja o medo da incerteza.
Buscamos a certeza das coisas e a segurança do mundo a todo momento.
Passamos a vida toda tentando prever o futuro ou explicar porque o presente não é igual ao que tínhamos previsto quando ainda era passado.
De fato, a única certeza que temos nessa vida é que morreremos, mas dessa certeza todos fugimos!

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Kit Roubada, você ainda vai precisar...


Pousar em uma roubada é o pesadelo de todo piloto de parapente. Mas todos estamos sujeitos a uma situação dessas. Seja por inexperiência ou por uma necessidade emergencial. Com o tempo a experiência vem e com ela o conhecimento necessário para evitar situações indesejadas, mas nunca sabemos quando seremos pegos de surpresa por uma eventualidade. Não apenas conosco, mas podemos estar diante de um colega que que caiu em uma situação dessas e nessa caso nosso preparo pode até mesmo salvar uma vida.

Para aqueles que estão começando no esporte talvez o termo não seja familiar, mas roubada é um jargão usado para descrever uma situação ruim, principalmente em relação ao pouso. Pousar em roubada é pousar em local ermo, longe de estradas, no meio do mato, sozinho sem recursos ou até mesmo pendurado em uma árvore. Mas nesse caso, não pousou, arborizou.



No caso acima, três pilotos foram forçados a pousar no meio do caminho. Um voo direto para o pouso oficial nesse morro leva cerca de 5 minutos. Os pilotos pousaram a cerca de 500 metros da estrada mais  próxima e demoraram cerca de uma hora até chegar no pouso oficial. A linha azul foi o caminho a pé até o pouso oficial. Caso tivessem pousado mais tarde poderiam ter ido noite a dentro saindo do mato. Nesse caso foi tudo parte da diversão, mas e se tivesse tivesse havido uma fratura, uma arborizagem?

Em geral, caminhamos em média (média otimista) 6 km/h no asfalto, 4 km/h em trilha aberta e 1 km/h em mata fechada. Faça as contas... Acrescente travessia de rios, subida de morros, desorientação, sede, fome, insolação... Em uma mata fechada essa média pode ser bem menor... Você pode até andar em círculos e não sair do lugar.

A primeira regra é: faça seu plano de voo para não precisar de um kit roubada. Isso quer dizer que nosso objetivo deve ser sempre pousar em segurança em local planejado. Não importa uma boa decolagem se o voo for ruim, não importa um bom voo se o pouso for ruim. Se algo saiu do controle é porque algo fizemos de errado e no voo livre tudo deve ser perfeito, da decolagem ao pouso. Seu plano deve considerar as condições climáticas, suas limitações de nível de acordo com sua habilitação, seu equipamento, as condições de tráfego aéreo, as restrições de uso do espaço aéreo e demais disposições de acordo com o Regulamento Brasileiro de Homologação Aeronáutica [RBHA104]. Invadir espaço aéreo ou pousar em área restrita poderá gerar muitos inconvenientes além de ações civis e criminais. Planejar e prevenir sai mais barato e causa menos dor de cabeça.

Kit Roubada


Contudo, caso o pior aconteça, proponho que você tenha e faça uso do Kit Roubada. O kit roubada é uma relação de itens que podem ser úteis no caso de pouso numa roubada ou em um caso de emergência. Essa relação é individual, ou seja, cada um deve fazer a sua de acordo com seus conhecimentos, habilidades e necessidades. Não adiantará muito você dispor de um item que não saiba utilizar ou que lhe faça sentido. Da mesma forma, técnicas mateiras ou de sobrevivência devem ser praticadas para se ter a mínima chance de que elas serão úteis no momento necessário.

Vale a regra: não existe preguinho ou um voozinho apenas... Todo voo é voo e você sempre estará sob risco de uma entorse num pouso forte, uma arborizada ou outro evento qualquer longe do pouso oficial. Um voo direto da rampa de uma montanha ao pouso pode durar menos de cinco minutos, mas se ocorrer um pouso forçado no meio do caminho isso pode significar horas no meio da mata até que você saia ou alguém te tire de lá. A primeira opção é bem mais elegante. Assim, esteja preparado sempre! Principalmente se você pretende se dedicar ao voo de cross. Sua probabilidade de sozinho em locais desconhecidos é imensa e nessa hora, caso ocorra alguma emergência é necessário ter recursos básicos ao alcance.

O kit é algo bem pessoal, Coloquei abaixo algumas coisas que carrego comigo. Funciona para mim. Eu até recomendo o uso de alguns desses itens, mas cada um deve elaborar sua lista de acordo com seus conhecimentos, habilidades, necessidades e região em que voa.
No meu caso, pensei no mínimo em termos de volume e peso. Eu separei os itens em cinco grupos. O kit propriamente dito é composto pelos grupos de uso eventual, de primeiros socorros e de emergência. Esses são os itens que deve ficar acondicionados em algum local estratégico em sua selete. Os itens de uso obrigatório e uso frequente são aqueles que poderão, se pensados par isso, lhe proporcionar melhores possibilidades de segurança e conforto durante a prática de nossa atividade.

1. Itens obrigatórios - nem saia de casa sem eles
2. Uso frequente - tenha-os a mão sempre
3. Uso eventual - necessários eventualmente
4. Primeiros socorros - itens e medicamentos indispensáveis
5. Emergência - itens para grandes enrascadas


G1 - Itens obrigatórios
  • Rádio VHF
  • Vestimenta apropriada
  • Calçado apropriado
  • Documentos
  • Dinheiro
rádio VHF é importantíssimo, mas precisar estar com a bateria carregada. Cultive o habito de carregar as baterias um dia antes do voo, mesmo que não tenha usado o rádio recentemente. Alguns modelos de rádio descarregam a bateria mesmo quando desligados. Faca testes com o seu. Coloque atrás do rádio uma etiqueta com as frequências usadas e as principais repetidoras da região. Tenha sempre consigo: RG, habilitação de piloto e de radioamador. Sobre o rádio, você deve portar o certificado de operador de radioamador (COER) e a licença da estação. 

Seu rádio dever ser homologado pela Anatel, os fiscais verificam isso mediante o selo com o número de homologação que fica normalmente atrás do rádio. 

Considere a possibilidade pouso forçado em área restrita com segurança armada ou mesmo sofrer acidente e ficar desacordado. Nesses casos a rápida identificação pode ser crucial. Para qualquer caso, um pouco de dinheiro é bom. 

O uso de calças e mangas compridas deve proteger do frio, do sol e de eventual pouso em área selvagem. Calças com pernas removíveis são muito práticas. O uso de botas de cano alto pode evitar entorses e facilitar o deslocamento em terrenos adversos, desde que não sejam pesadas. Cuide dos ganchos que prendem os cadarços para que não sejam um risco para as linhas do parapente. Basta cobrir com as meias antes da decolagem.


G2 - Uso frequente
  • Agua
  • Alimentos
  • Antena de ganho
  • GPS
  • Telefone celular
  • Chapéu/boné
  • Lenço/bandana
  • Protetor solar
Imediatamente ao pouso ou mesmo durante ele alguns itens são de extrema importância. Caso pouse em meio à vegetação espessa ou mesmo em caso de uma arborizada, calças e mangas compridas ajudaram a proteger sua pele. Para aproveitar a condição de propagação do rádio VHF seria interessante reportar o local de pouso enquanto ainda estiver voando, mas em caso de uma emergência isso é mais complicado. Portanto, aperfeiçoe-se no uso de seus equipamentos. Logo após o pouso é importante que você esteja em condições de reportar sua localização e estado físico para o resgate, por isso celularGPSrádio VHF e uma boa antena de ganho devem estar em condições de operação. Mesmo que o resgate não demore muito, água e comida são importantes tanto para o corpo quanto para a sanidade mental. Eu gosto de barras de cereais, sementes e frutas secas. Mas um docinho vai bem também. Qualquer coisa eu de energia e mantenha sua glicemia em dia tá valendo. Só evite chocolates, invariavelmente vai derreter pelo calor. Cuidado   com o prazo de validade desses alimentos, pois podem ficar um bom tempo guardados no kit. A maioria das seletes já contém locais destinados à bolsa de hidratação tipo camelbak, o que facilita as coisas. 


Colocar uma placa de gelo junto da agua garante agua fresca até o final do dia. Caso o pouso ocorra antes das 15 horas, chapéu/boné será uma proteção bem-vinda. Um lenço tipo buff é um item multiuso. É bastante usado por montanhistas. Mesmo com roupas adequadas precisamos protetor solar. Prefira aqueles com fator de proteção mais elevados (>= FPS 30) para maior tempo de proteção.







G3 - Uso eventual
  • Baterias reserva
  • Saco plástico grande
  • Papel higiênico
  • Fio dental
  • Canivete multi função
Caso você precise de algumas horas para ser resgatado ou para fazer seu auto resgate talvez possa precisar de outros itens além daqueles do primeiro grupo. Os eletrônicos dependem das baterias e nesse caso você pode contar baterias genéricas para celular, dessas com saída USB de 5V. Também são usadas para alimentar GPS´s de voo. Já os rádios pedem baterias próprias. Eu uso e recomendo baterias tipo porta-pilhas, pois com elas você pode usar pilhas recarregáveis ou mesmo pilhas alcalinas comuns possíveis de serem adquiridas em qualquer mercadinho de beira de estrada. Além de usar com biruta em rampas selvagens é bom ter sempre papel higiênico para necessidades fisiológicas. Normalmente sentimos muito sua falta quando não o temos. Da mesma forma, fio dental não serve apenas para limpar os dentes. Imagine que se você estiver arborizado precisando recolher uma corda para ser descido, ele pode ser usado para “pescar” essa corda. É forte, não ocupa espaço e uma caixinha contém de 100 a 200 metros! Um grande saco plástico   pode servir para acomodar seu equipamento em caso de chuva. Quanto ao canivete, no meu caso ele não sai do bolso ou da pochete, mas se tê-lo por porto é o que importa. Tenho e recomendo o Victorinox que é caro, mas de qualidade certa. Prefira algum modelo com tesoura e alicate.




G4 - Primeiros socorros 
  • Comprimido para dor
  • Antisséptico anestésico
  • Pomada – entorses
  • Repelente de insetos
  • Pomada antialérgica
  • Ataduras/faixa
Não é necessário pousar numa roupada para precisar de um socorro de saúde. Cortes, queimaduras, arranhões, entorses, contusões, dores musculares, dor de cabeça, estão entre os eventos mais comuns em atividades ao ar livre. Se você estiver familiarizado com o uso de certos medicamentos poderá usá-los quando necessário. Caso contrário, não use nada. Um remédio mal usado pode piorar sua situação. Caso tenha alguma necessidade especial, inclua na lista. Da mesma forma, exclua aqueles que eventualmente possam lhe causar algum problema, como alergia, por exemplo.
De um modo geral, dores podem ser atenuadas com Dorflex, ou paracetamol, de acordo com a natureza da dor. Cortes, queimaduras e arranhões pedem um antisséptico para limpeza da área afetada e nesse caso, prefira um antisséptico spray com analgésico, pois alguns machucados como queimaduras de linhas podem doer um bocado. Um pé torcido pode dificultar sua caminhada até a estrada ou até a cidade mais próxima. É bom estabilizar o pé com ataduras ou faixas. Nesse caso, uma pomada como calminex, gelol, arnica ou similares alivia a dor. Se estiver usando botas de cano alto, melhor. Nesse caso a chance de entorse é até menor.
 Picadas de insetos podem incomodar muito nos meses de verão ou caso seja necessário pernoitar no mato. Em certos locais e épocas do ano, repelentes de insetos vale ouro. Se necessário, pode ser acondicionado em frascos menores para ocupar menos volume no kit. Há no mercado repelentes que prometem 10 horas de proteção.

De qualquer modo, essa é uma lista bem pequena que dever ser adequada a cada local e a cada piloto. É importante que você saiba para que serve cada medicamente, ou estará levando peso à toa. Estar familiarizado com primeiros socorros também é uma boa ideia, pois eventualmente colegas podem precisar de nossa ajuda. Assim como os alimentos os remédios também tem prazo de validade.

G5 - Emergência
  • Barraca de emergência/cobertor de emergência
  • Isqueiro
  • Purificador de agua
  • Serra de bolso - cabo de aço
  • Apito
  • Cordelete/paracord – 10m
  • Rede de descanso
  • Lanterna/pilhas reserva
  • Spray de gengibre
Aqui é quando o bicho pegou. Se você voa em regiões de montanha e mata fechada corre o risco de arborizar e ficar pendurado a uma grande altura, ter necessidade de pernoite na mata, não ter agua de procedência confiável e eventualmente de demorar muitas horas até sair da roubada. Caso tenha se machucado e não possa se mexer muito, um simples apito poderá ajudar outros a te localizar. Esse item é comum nas seletes importadas, normalmente junto ao conector peitoral. Portar um facão seria útil, mas o risco de uma queda e acidente são grandes demais para se carregar essa ferramenta na selete. Assim, para o caso de corte de galhos ou troncos finos uma serra de bolso resolve, as mais leves são as flexíveis de cabo de aço, mas há também aquelas feias de material mais resistente, similares às de serras elétricas. Para outros vire-se mesmo com um bom canivete. Não descarto o uso de uma boa faca, mas leve em consideração o peso e o volume. Em casos extremos, se for o caso de passar a noite na mata, abrigue-se. Você poderá usar a mochila com uma espécie de saco de dormir e poderá improvisar uma cobertura com uma barraca de emergência, ou cobertor de emergência, desses feitos de plástico aluminizado. Custa barato e pesa menos de 200 gr.  Poderá usar sua vela, o saco origami e o saco de roubada para improvisar proteção. Improvise, mas não deixe de se proteger do frio e da umidade. Não se esqueça que a umidade vem de cima e de baixo também. Uma rede de descanso pode ser uma boa pedida já que te tira de perto do chão e dos animais rasteiros que costumam estar ativos à noite. Esse é outro item que pesa pouco, não custa muito e tem um tamanho bem compacto. Eu tenho uma rede que com algumas adaptações me serve de saco de roubada.
Em caso de pernoite, acenda uma fogueira, tanto para afastar os mosquitos quanto para dar um pouco de conforto e sinalizar. Se está familiarizado com isso, não terá problemas, um isqueiro  já te resolve, mas se não tem familiaridade como fogo, pratique. Fazer fogo é uma arte. Uma pederneira é mais segura quanto ao dano por umidade, mas um isqueiro é mais prático. Proteja-o em um saco plástico bem vedado.
Será essencial ter uma lanterna, prefira lanternas de LED e se possível uma lanterna de cabeça. Além das pilhas pré instaladas (cuidado com vazamentos), tenha pilhas alcalinas reserva. Em um caso de emergência será útil ter em mãos as frequências das repetidoras de radioamador da região. Você poderá ter socorro emergencial, ponte com corpo de bombeiros ou outras autoridades ou você poderá ganhar um simples resgate e um amigo.
Jamais beba água de procedência desconhecida. A chance de contaminação sempre existe e pode te causar complicações sérias. Um simples comprimido de purificador de agua te dá segurança. Ter de seis a dez metros de cordelete ou paracord de mais ou 4mm ou 6 mm pode ser útil para diversos fins, desde a descida de um local elevado até a construção de abrigo.

Fonte: ANL Brasil
Alguns pilotos usam spray de pimenta como proteção pessoal. Contudo, esse item é de uso restrito e controlado pelas forças militares. A quem interessar, recomenda-se ter spray de gengibre cujo efeito é similar, talvez muito útil para o caso de contato com animais ferozes. seu uso é também mais seguro. Venda e posse são permitidas. Obviamente o uso também exige responsabilidade.







Foto: /www.flyingmax.com/category/flying-event/
Por fim, um acessório interessante, muito usado na Europa, é o Spot. Um rastreador via satélite que pode enviar sua localização ou uma mensagem curta. Ele foi pensado originalmente para situações de emergência, mas há quem use para facilitar resgates depois de voos de cross. Talvez seja um item a ser pensado por quem voa em regiões inóspitas ou costuma fazer voos de cross. Na data de publicaçãod esse post o aparelho custava R$ 619,00 e o plano básico anual R$ 229,00



Vestimentas
Botas

Calça

Camiseta manga comprida

Chapéu/boné

Lenço/buff/bandana

Docs
RG

Carteira de piloto/Federação

Certificado de operador de radioamador – COER

Licença da estação

Habilitação de piloto

Dinheiro

Eletrônicos
Rádio VHF

Antena de ganho

Baterias reservas

Telefone celular

GPS

Lanterna/pilhas reserva

Alimentos
Camelback

Alimentos

Diversos
Saco plástico grande

Papel higiênico

Fio dental

Canivete multi função

Barraca de emergência/cobertor de emergência

Isqueiro

Serra de bolso - cabo de aço

Apito

Cordelete/paracord – 10m

Rede de descanso

PS
Comprimido para dor

Antisséptico anestésico

Pomada – entorses

Repelente de insetos

Pomada antialérgica

Ataduras/faixa

Protetor solar

Purificador de água

Spray de gengibre



Obs.: Agradeço a leitura crítica e sugestões de Hugo CB e Adriano Pardal