Escrevi esse artigo apenas para auxiliar pessoas com poucos conhecimentos sobre radiocomunicação. Portanto, uso linguagem mais simples possível e evito entrar em aspectos demasiadamente complexos. Do mesmo modo, não pretendi abordar o tema de forma exaustiva. Muito há para se discutir sobre esse tema!
Enjoy it!
Talvez você já tenha passado pela experiencia de estar em uma rampa se preparando para decolar quando seu rádio começa a chiar... Ou, pior, quando isso acontece durante o voo.
Algumas vezes os pilotos pensam que se trata de algum rádio transmitindo acidentalmente. Isso pode até acontecer, mas geralmente esses chiados são simples interferências.
Esse é um problema moderno que afeta a todos nós em nosso dia a dia, mas nem todo mundo percebe.
Somos rodeados por um monte de coisas que provocam "poluição eletromagnética". É a chamada interferência eletromagnética, ou IEM.
Estamos rodeados de fontes de poluição eletromagnética: computadores, motores elétricos, lâmpadas de led e fluorescentes, transformadores de energia em postes, eletrodomésticos em geral etc...
Na maioria das vezes isso fica invisível, mas já há estudos sérios analisando o impacto disso em nossa saúde e em nossa vida cotidiana.
Praticamente tudo que depende de um sinal de rádio pode estar sujeito a uma interferência: controles remotos, modems, telefones celulares, telefones sem fio, GPS´s, rádios e televisões, por exemplo.
Em nosso caso, pilotos, montanhistas ou radioamadores em geral, percebemos interferências quando estamos nas rampas de voo, nas montanhas ou simplesmente quando usamos nossos equipamentos em determinados locais e/ou horários.
Veja abaixo. Temos um sinal principal, interferências abaixo do nível de squelch e uma interferência acima do nível de squelch. Nesse esquema, o nível de squelch é apenas uma simulação. Vemos uma situação de grande poluição de radiofrequência pois o sinal interferente é quase tão forte quanto ao sinal principal.
Devemos ajustar o squelch dos nossos rádios para para que fique acima dos ruídos e interferências, mas abaixo do sinal principal.
Na prática, ajustamos para o mínimo possível para que o rádio fique o mais sensível possível. Veja o esquema abaixo**:
** Adaptado de <http://www.mecatronicaatual.com.br/artigos/870-rdio-interferncia>
Ajustar o squelch do seu rádio é muito simples. No vídeo abaixo eu dou algumas dicas e mostro mais algumas coisas...
Apenas como curiosidade, aqui está as formas de onda geradas pelos HT´s usados no vídeo:
Fique à vontade para complementar, postar dúvidas, comentários, críticas ou elogios.
Mosquetões são projetados para muitas aplicações. Cada aplicação tem uma particularidade e precisa de um mosquetão adequado a ela.
*O índice VDM mede as possibilidades de um dado evento resultar em merda.
(Vai Dar Merda)
Afinal, merdas acontecem.
Nesse post vou propor algumas reflexões sobre os mosquetões usados em voos de parapente.
Como montanhista a questão 'mosquetão'
sempre esteve mais ou menos resolvida para mim. Mas no meio do voo livre eu
sempre ouvia que "há muitas coisas que podem acontecer antes de dar
problema com seu mosquetão". Essa frase reflete a crença de alguns pilotos
de que essa peça é super dimensiona e não sofre as mesmas exigências que em
outras atividades, como aquelas decorridas de quedas em escaladas, por exemplo.
Assim, está longe de dar problemas.
Contudo, já houve casos de acidentes com
mosquetões, tanto pela ruptura de materiais quanto pela falha mecânica ou uso
inadequado.
Uma coisa muito relevante é que em caso de ruptura o desconexão de um dos mosquetões a tarefa de lançar o reserva pode ser dificultada.
Nesse vídeo dá medo só de olhar, imaginem uma turbulência mais forte:
Veja esse interessante teste de vibração mostrando que mosquetões de rosca abrem-se com relativa facilidade quando submetidos à vibração:
Mas eu comecei a dar mais atenção aos mosquetões do meu equipamento de voo depois que registrei um incidente comigo mesmo, como podem ver no vídeo abaixo:
Eu flagrei a mesma coisa durante o pouso pela checagem das gravações de vídeo. Sem risco, pois ocorria durante a corrida no chão, mas vai saber quantas vezes isso ocorreu?
Detectado o problema, eu comecei a estudar para entender como ele ocorria pois apenas trocar o mosquetão não meu ensinaria nada. Elaborei algumas hipóteses e passei a observar e registrar o comportamento do dito cujo. Para isso usei a GoPro.
Depois de três voos já foi possível compreender as causas do problema.
A primeira constatação foi de que isso ocorria na decolagem, pois eu, piloto novo, tendia a manter as mãos próximas aos tirantes logo após decolar. Isso fazia com que eu "raspasse" as costas do dedão no mosquetão e girasse a trava que liberava usa abertura.
Um mosquetão novo do mesmo tipo simplesmente fecharia novamente, mas o meu já era usado e possuía uma pequena rebarba que algumas vezes dificultava seu fechamento imediato.
Essa rebarba fazia a trava esbarrar na borda e encaixar perfeitamente, com isso mosquetão não fechava.
Um detalhe extremamente simples, mas o suficiente para eleva o índice VDM.
Sabemos que zerar esse índice é o objetivo do todo piloto consciente.
Mesmo durante as decolagens, talvez o mesmo tenha ocorrido mais vezes sem que eu percebesse.
Devemos lembrar que a resistência de um mosquetão aberto diminui para até 1/3 do seu valor nominal. Isso é expresso na maioria dos mosquetões, como se pode ver no detalhe abaixo. Nesse caso, em posição normal a resistência do mosquetão é de 18 Kn. Aberto é de apenas 6 Kn.
Portanto, o mosquetão não deve abrir em voo!
Além da possibilidade de ruptura, uma conjunção de eventos pode aumentar as chances de escape do tirante. Na foto ao lado temos ilustração uma situação delicada pela qual eu não gostaria de passar. A foto é de fonte desconhecida*** (talvez não real), mas ilustra bem a situação.
Enquanto fazia os testes pesquisei alternativas de mosquetões que me dessem mais segurança e encontrei dois modelos que me agradaram.
Um deles é este abaixo, comercializado pela Sol. Observem que a trava é dupla. para abrir você precisa puxar para cima e girar para o lado.
Outro modelo interessante é o que eu resolvi adotar. Está disponível nos site Alta Montanha.
Nesse caso, para abrir o mosquetão se faz necessário pressionar uma pequena trava abaixo da parte móvel do mosquetão.
Quando ainda estava na escolinha eu usava esse modelo e achava ruim de abrir, pois precisa ter 'jeito'. É justamente a necessidade de 'jeito' que me faz confiar mais nessa peça hoje.
Quando troquei de selete mantive o mesmo par de mosquetões. São os que uso até hoje e que pretendo continuar usando.
Fatores que elevam o índice VDM:
Comprar mosquetões usados;
Usar mosquetões inadequados ao tipo de uso específico;
Bater o mosquetão contra superfícies rígidas (pode gerar micro fissuras internas);
Não fazer inspeção frequente;
Achar que isso nunca vai dar problema.
É isso.
Bons e seguros voos!
Upadate 1
Como foi bem lembrado por amigos leitores do blog, eventualmente o fechamento automático pode ser dificultado por sujeira, detritos, areia etc... A inspeção frequente dos mosquetões deve incluir quando necessário limpeza e lubrificação. Se mantemos nossos mosquetões longe da areia e da terra é provável que raramente seja necessário lava-los. No voo livre isso é mais fácil que na escalada onde mosquetões ficam literalmente em contato com as rochas. Ainda assim, estamos sujeitos a pousar em locais de areia, alagados, arados, água...
No caso de pousar na água em situações de emergência, ou em algum SIV, faça inspeção, limpeza e lubrificação das peças. Talvez as piores situações sejam lama e água salgada. Atente para isso.
Em seu blog, o escalador Eliseu Frechou** sugere lavar mosquetões de escalada, Segundo ele, pode-se usar água quente e sabão mesmo. Após lavar deve-se secar completamente no sol e depois lubrificar as partes de encaixe móveis e mola. Para lubrificar pode-se usar óleo ou grafite. Mas atenção: óleo em excesso pode ser um problema maior, pois há chance de o excesso de óleo servir de agregador de pó e areia e também sujar a selete. Deve ser, portanto, na medida.
* Agradecimentos pela contribuição de João Marcelo Maschião
** https://eliseufrechou.wordpress.com/2013/12/04/lubrifique-os-mosquetoes-de-escalada/
Upadate 2
*** Agradecimentos ao Adriano José dos Santos pelo envio da foto.
Esse radio tem atraído bastante a atenção mundo afora. Primeiro porque é leve, compacto e atende as necessidades da maioria das pessoas. Segundo porque é muito barato.
O manual em inglês, entretanto, dificulta a operação para quem não domina esse idioma. A boa notícia é que a maioria das funções são comuns a outros HT's ja conhecidos e mais tradicionais. Outra boa notícia é que já há algumas traduções disponíveis como essa do colega radioamador PU5SSR gentilmente disponibiliza em seu site juntamente com informações sobre outros rádios Baofeng.
Esse rádio já possui apresentações e revisões no youtube, assim eu não vejo a necessidade de fazer mais uma. Eu recomendo o review feito pelo Joao Roberto, PY2-JF do Clube de Radioamadores de Americana.
As funções são praticamente as mesmas para as demais versões, inclusive para o GT-3 que é uma versão mais sofisticada e atual desse rádio.
Menu
Descrição
0 SQL
Squelch - Nível do silenciador
1 STEP
Step - Passo de frequência
2 TXP
Potência de transmissão
3 SAVE
Economizador de bateria
4 VOX
Operação de vox
5 WN
Largura de banda de audio - estreita/larga
6 ABR
Tempo de iluminação do display
7 TDR
Função de dupla recepção
8 BEEP
Liga/desliga som do teclado
9 TOT
Desligamento automático da transmissão
10 R-DCS
Recepção de subton digital (digital squelch code)
11 R-CTCS
Recepção de subton
12 T-DCS
Transmissão de subton digital
13 T-CTCS
Transmissão de subton
14 VOICE
Função de voz
15 ANI-ID
Identificação automática por número (programação via software)
16 DTMFST
Transmissão de DTMF (som do teclado) durante transmissão
17 S-CODE
Seleção de código para transmissão ANI (programação via
software)
18 SC-REV
Função de varredura (scan) - altera tipo de varredura
19 PTT-ID
Seleção de identificação de transmissão
20 PTT-LT
Seleção de tempo de transmissão de código de identificação
21 MDF-A
Seleção do display A - Name, Frequência ou numero do canal
22 MDF-B
Seleção do display B - Name, Frequência ou numero do canal
23 BCL
Bloqueio de transmissão quando estiver recebendo sinal
24 AUTOLK
Auto bloqueio do teclado
25 SFT-D
Separação de frequência - Shift -/+ para operação repetidora
26 OFSET
Separação de frequência para operação repetidora
27 MEM-CH
Seleção de numero de canal para memória
28 DEL-CH
Seleção de numero de canal para exclusão
29 WT-LED
Seleção de cor do display em stand by
30 RX-LED
Seleção de cor do display na recepção de sinais
31 TX-LED
Seleção de cor do display na transmissão
32 AL-MOD
Modo alarme
33 BAND
Seleção de banda VHF/UHF
34 TDR AB
Seleção da frequência de transmissão durante dupla recepção (dual watch)
35 STE ON
Eliminação de sinal de final de cambio em simplex (ruído ou
ton)
36 RP-STE
Seleção de recepção de tom no final do cambio (repetidora)
37 RPT-RL
Tempo de recepção no final do cambio (repetidora)
38 PONMSG
Informações do display na inicialização do radio
39 ROGER
Beep de confirmação (roger beep)
40 RESET
Seleção de reset de VFO apenas ou reset total
A coisa é simples. Com o rádio na mão, vá alterando as funções do menu e verificando o comportamento do rádio.
Sabemos que o rádio VHF é um equipamento obrigatório na prática do voo livre. E sabemos o quanto é útil te um rádio a mão para se comunicar com os colegas antes, durante ou após o voo.
Este post é principalmente para os usuários do rádio Icom VHF IC-V80. Contudo, também poderá ser útil a usuários de outros modelos, pois as funções básicas dos HT´s são em sua maioria as mesmas.
O Keypad
Veja abaixo para que serve cada tecla do keypad:
O Display
O display do IC-V80 é bem simples, como é todo o rádio. Mas mostra com objetividade as funções ativas.
Indica sinal na recepção e sua intensidade
Indica sinais transmitidos e a potencia
Indica funções de subtons
Indica operação no modo memória
Indica frequência/memória em operação
Indica nível de carga da bateria
Indica que o teclada foi bloqueado
Indica ativação do vox (depende de acessório)
Indica o passo de sintonia
Indica o canal quando operando em modo memória
Indica ativação do desligamento automático (não disponível em todas as versões)
Indica ativação da função duplex
Indica ativação de salto de memória durante a varredura
Indica ativação do modo função
Indica ativação da transmissão
A intensidade dos sinais recebidos é indicada por estes sinais
Há também a indicação da potencia usada na transmissão
A indicação de carga da bateria deixa a desejar. . Quando indicar metade da carga, poder na verdade significar que a bateria já está no fim. Assim, quando no display não estiver mais indicando bateria "cheia" trate de carregar.
As funções
Este rádio é bem simples, mas tem muitas funções. O vídeo abaixo é uma descrição mais detalhada das funções do rádio.
Esse local de voo fica em São Luiz do Purunã. É uma alternativa para vento E na região de Curitiba.
O acesso:
Indo pela Br 277 de Curitiba sentido Ponta Grossa, após passar o pedágio e a Policia Rodoviária entre a direita na entrada para Palmeira (subindo para o viaduto). Logo sairá em uma estrada de terra também a direita.
A partir daí serão 6 km até a porteira que dá acesso à rampa. Siga as placas que indicamPousada Cainã.
Após aproximadamente 6km, há uma porteira que fica a direita, repare que há uma placa com orientação para retirar as chaves no Rancho Ventania. A placa fica a esquerda da porteira, meio escondida, mas dá pra ver do carro se prestar atenção. Quando fomos pela última vez a porteira estava aberta já com pilotos na rampa. Mas na volta nos deparamos com o cadeado fechado e perdemos um tempo precioso até conseguirmos sair. Depois dessa porteira basta mais 1,5 Km e já está na rampa. Ao lado da rampa há um capão de mato com boa sombra e arvores grandes muito boas para pendurar umas redes.
Atenção: Cuide para não deixar nenhum lixo no local. Essa é única solicitação do proprietário que gentilmente nos cede esse espaço para a prática do nosso e de outros esportes. É uma rampa bacana, de belo visual e boa para lift. A decolagem é tranquila, mas algumas árvores na frente cresceram e estão rotorizando um pouco. Nada muito preocupante, mas atenção aos detalhes nunca é demais. Fique atento à direção do vento.
Ao decolar, verá que há um morrote à esquerda. Passar baixo por ali também pode não ser uma boa ideia devido à possibilidade de rotor.
A falésia não é muito uniforme o que faz que o pito precise estar sempre atento à direção do vento enquanto estiver baixo, mas com uma intensidade razoável já se ganha a rampa e inclusive se garante o pouso na rampa.
O pouso é uma questão importante porque a estrada que dá acesso ao pouso oficial parece estar intransitável e ainda tem uma porteira com cadeado. Há duas alternativas. A primeira é subir caminhando até a rampa. Veja o caminho em amarelo no mapa. Isso pode levar de 40 minutos até uma hora e meia, dependendo das condições físicas do piloto.
A segunda é resgate via estrada passando por São Luiz do Purunã.
São cerca de 16 km. Veja o caminho em roxo no mapa. Nada de mais para quem está acostumando com as roubadas do voo livre, mas um mapinha na mão ou GPS vai ajudar a economizar tempo e combustível.
De qualquer modo, decole sempre com um pouco de água, comida e disposição. A gente nunca sabe...
Sem sombra de dúvidas, há uma alternativa melhor que é pousar na rampa. Mesmo pilotos novos, como eu, podem fazê-lo sem maiores problemas.
Tudo para trás da rama é pasto sem muita vegetação alta e razoavelmente plano. As primeiras cercas e fios de luz ficam a pelo menos 800mts para trás. O único cuidado é afastar-se o suficiente para sair do rotor da falésia.
Concluindo. Na região de Curitiba as rampas são predominantemente para o quadrante norte. Há poucas alternativas para outros quadrantes.
Essa rampa é uma ótima opção para vento E. Além de a região ser linda e ter potencial para uso de outras rampas, temos pousadas restaurantes de excelente qualidade.
Como é a única que conheço, vou sugerir o almoço de domingo da Pousada Cainã. Todo domingo eles um servem um típico almoço tropeiro sobre fogões a lenha com direito a costela ao fogo de chão.
Mas estou certo de que um pesquisada pela região vai mostrar muitas boas opções gastronômicas.
É isso!
Atualização: na última vez em que estivemos lá, fomos informados no Rancho Ventania de que este acesso estaria restrito. Para chegar à rampa foi necessário passar por outra porteira (mais a frente, sem cadeado). Chegando próximo à rampa é preciso pular a cerca e caminhar uns 100 mts.
Todos sentimos medo. Em algum momento da da vida que seja, cada um de nós já experimentou essa sensação desconfortável que gruda nossos pés no chão ou nos faz correr com forças que nem sabíamos que tínhamos.
Fato é que o medo pode ser útil ou não, dependendo da forma como o encaramos. Ao final das contas, veremos que não é o medo que trás consequências boas ou ruins para nós, mas sim a maneira como lidamos com ele. O medo não é o contrário de coragem, muito menos é a coragem o atributo daquele que não teme.
Medo e coragem coexistem de modo que um sem o outro se torna coisa sem sentido.
O medo talvez tenha sido criado para que nunca descubramos que podemos voar. Ou para que sejamos sempre obedientes e disciplinados. Ou ainda para que passemos por essa existência sem viver. ão quero dizer que ele não tenha sua utilidade, mas que devemos encarar nossos medos como encaramos um vidro de vinagre. Sabemos que que ele precisa ser dosado cuidadosamente de modo que não estrague nosso paladar.
Ausência de medo talvez nos faça correr riscos desnecessários e isso poderá ser ruim.
Excesso de medo talvez nos faça não correr risco algum e isso será com certeza ruim.
Talvez um dos piores medos seja o medo da incerteza.
Buscamos a certeza das coisas e a segurança do mundo a todo momento.
Passamos a vida toda tentando prever o futuro ou explicar porque o presente não é igual ao que tínhamos previsto quando ainda era passado.
De fato, a única certeza que temos nessa vida é que morreremos, mas dessa certeza todos fugimos!